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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Antártida: Encontradas mais de 3500 formas de vida em lago situado sob quase 4 km de gelo

Mäyjo, 05.11.13

Foram encontradas mais de 3500 formas de vida num lago localizado na Antártida sob uma camada de gelo de quase 4 km de espessura. São seres microscópicos, na sua maioria bactérias, semelhantes aos que ocorrem em lagos e oceanos.

Estes são os resultados do estudo levado a cabo por investigadores da Bowling Green State University (Ohio, EUA) no lago Vostok, que foram agora publicados na revista de acesso livrePLoS ONE.

O Lago Vostok é o sétimo maior lago do mundo e o quarto mais profundo, explicam os investigadores no artigo. Por estar debaixo de um glaciar, constitui também o maior lago subglacial conhecido.

Devido à sua localização apresenta condições ambientais extremas: não lhe chega a luz solar, existem poucos nutrientes, a pressão é elevada devido ao gelo que está por cima e é extremamente frio (foi medida na zona a temperatura mais baixa do mundo, 89,2 graus Célsius negativos).

Deste modo, a existência de tantas formas de vida num ambiente tão hostil, surpreendeu os investigadores, como revela Scott Rogers, que assina o artigo em último lugar:

“Encontrou-se uma complexidade muito maior do que alguém alguma vez pensou, demonstrado a tenacidade da vida, e como os organismos podem sobreviver em lugares onde, há duas décadas, se pensava que não poderiam sobreviver”.

Por outro lado, o facto de se encontrarem espécies comuns em ambientes aquáticos semelhantes, também foi um resultado inesperado.

Com efeito, os cientistas estavam à espera de encontrar espécies adaptadas às condições ambientais hostis e muito diferentes das que ocorrem em outros habitats aquáticos, fruto da evolução em isolamento ao longo dos últimos 15 milhões de anos.

Os autores do artigo sugerem assim que as formas de vida do lago Vostok constituem uma herança do tempo em que a Antártida apresentava um clima temperado, há 35 milhões de anos, e o lago possuía uma ligação a outras massas de água.

Aceda ao artigo científico disponibilizado de forma gratuita aqui 


Fonteswww.europapress.es e www.plosone.org

 

in: Naturlink

Os seis destinos portugueses na lista dos cem mais valiosos do mundo

Mäyjo, 05.11.13

Ericeira

 

A lista realça a vertente qualidade-preço

Portugal foi escolhido para constar de uma lista de cem destinos masi valiosos do planeta. O país conseguiu ficar em quinto lugar na lista do Trivago e o destaque foi para a Peneda-Gerês, que ficou em nono lugar a nível mundial e quarto a nível europeu.

De seguida surgem Peniche em 59º, Braga em 69º, a FIgueira da Foz em 73, Vila Nova de Milfontes em 86º e a Ericeira em 95º lugar.

Aït-Ben-Haddou, cidade fortificada situada no interior de Marrocos, ocupa a primeira posição do ranking de 2013, sendo assim considerado o destino em que o valor acrescentado por cada euro gasto é maior. Em segundo lugar surge a cidade bósnia de Mostar, na região da Herzegovina e Chora, a principal localidade da ilha grega de Ios.

No conjunto dos cem destinos do ranking, a China é o país com mais referências na lista (8), seguida pela Grécia, Tailândia e Espanha (todas com sete).

 

in: Jornal i

Professor norte-americano decide viver em contentor do lixo

Mäyjo, 05.11.13

Professor norte-americano decide viver em contentor do lixo (com FOTOS)

 

eff Wilson, um professor norte-americano, está a atingir a celebridade mundial ao anunciar que vai viver numa casa diferente – mas tenha calma, não é nenhum reality show. Wilson vai morar durante um ano num contentor do lixo com três metros quadrados – cerca de 1% do espaço das novas casas americanas construídas em 2011.

A iniciativa faz parte de um projecto inédito da Universidade Huston Tillotson, em Austin (Texas), com o qual Wilson quer provar que não é preciso uma confortável casa, cheia de luxo, para nos sentirmos saciados. É, claro, um protesto irónico contra o consumo excessivo e custos ambientais elevados do estilo de vida americano – a começar pelo lixo criado pela sociedade.

Com esta experiencia, o professor e a sua equipa procuram captar a atenção do grande público e influenciar, de forma divertida, o diálogo em torno do conceito de viver com menos.

“A lixeira é o símbolo perfeito para apresentar temas sobre os resíduos e o consumo de uma forma atraente. É estranho, mas divertido”, explica o site do projecto. E à medida que aumenta o consumo segundo os padrões actuais, cresce também a nossa dívida ecológica.

Wilson, que já é chamado de Professor Lixão, pretende transformar a lixeira num laboratório sustentável de ensino sobre casas low cost e de baixo impacto ambiental.

Durante as fases iniciais do projeto, lançado no último fim-de -semana, o professor vai viver numa situação de campismo. Com a nova morada devidamente higienizada, ele vai contar com apenas um saco de dormir.

Com o tempo, o espaço será preenchido de comodidades da habitação moderna, como casa de banho, cozinha, cama, e até acesso wi-fi. No entanto, cada elemento da nova casa deverá representar um forte contraste em relação aos níveis de consumo do estilo de vida americano médio.

Siga o projecto.

 

in: Green Savers

Como a Ilha do Príncipe poderá ser um resort de turismo sustentável

Mäyjo, 05.11.13

Como a Ilha do Príncipe poderá ser um resort de turismo sustentável

 

Em Maio de 2013, a Ilha do Príncipe recebeu o diploma de Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO, numa cerimónia oficial que ocorreu no Centro Cultural de Príncipe.

O dossier de candidatura foi entregue à UNESCO, em Agosto de 2011, enquadrado no Programa MAB, como resultado da iniciativa do Governo Regional do Príncipe. Para a sua realização, o trabalho de recolha da informação consistiu na procura de dados, publicados ou não, sobre o ecossistema da ilha. Foi ainda realizado trabalho de campo por especialistas de várias áreas.

Numa segunda fase, foi produzida cartografia e realizada uma colecção fotográfica da fauna, flora, herança, história e experiências socioculturais locais, de forma a enriquecer o dossier de participação.

Na página de facebook da Ilha do Príncipe são apresentadas várias notícias relativas à mesma. Esta rede pretende constituir uma via de maior consciencialização da população e das autoridades face à conservação das riquezas naturais e da diversidade que caracterizam a ilha.

Um dos responsáveis pelo desenvolvimento sustentável da Ilha do Príncipe é Mark Shuttleworth, formado em tecnologia, finanças e informação pela Cidade do Cabo e fundador da HBD (Here Be Dragons), sociedade de investimento, e da Fundação Shuttleworth, financiadora de projectos de inovação.

Modelo de desenvolvimento sustentável

A primeira foi criada aquando de uma viagem à Ilha do Príncipe. Pretende fazer desta um modelo de desenvolvimento sustentável e duradouro, fundado no ecoturismo e na agricultura integrada na floresta, e onde a preservação natural e da biodiversidade coexiste com o desenvolvimento social e económico.

Para tal, a HBD tem cinco pilares estruturantes: proteger a biodiversidade local, celebrar a cultura e a história, apoiar actividades culturais e desportivas, criar espaço para o pioneirismo e desenvolvimento de conhecimento científico e, por fim, criar espaços de trabalho de forma a desenvolver a economia e a sociedade.

Tendo estes objectivos em mente, a HBD prevê reflorestar para proteger espécies em extinção, recuperar o património arquitectónico e histórico, organizar e produzir eventos desportivos e culturais, criar um centro de investigação internacional e qualificar mão-de-obra local que se dedique ao turismo e à agricultura.

As áreas de actuação da empresa são a roça Paciência, a tornar num resort eco fun de quatro estrelas; A Praia Macaco, Boi e Uba, com um resort deluxe de cinco estrelas, integrado na natureza e dedicado à arte africana; a Roça Sundy, onde se desenvolverão cinco complexos turísticos; o Ilhéu do Bom Bom, actualmente, o único resort; e o Omali Lodge, que hoje possui uma boutique hotel, a ser alvo de melhorias.

Há ainda Santo António, capital e cidade mais pequena do mundo, onde a HBD adquiriu várias propriedades a renovar e recuperar segundo a arquitectura colonial e cores vivas, características da cidade.

O aeroporto e estradas, para facilitar o acesso fácil e o movimento interno, considerando o futuro desenvolvimento turístico e agrícola da ilha.

Todos os resorts a desenvolver são ecológicos e integram as estruturas no ambiente. Alguns deles procuram ainda aproximar os visitantes à produção de produtos locais, como o cacau, a baunilha, o café e a pimenta, característicos da Ilha do Príncipe.

A HBD já conquistou a confiança dos locais e prevê um investimento de €70 milhões (R$ 210 milhões), concluindo-se o projecto dentro de 12 a 15 anos. Pretende-se, assim, que a ilha se torne num espaço turístico singular e sustentável, quer em termos ambientais, quer sociais e económicos. É preciso, porém, muita atenção para não transformar um património de biodiversidade em mais um centro turístico de massas.

 

Foto: Francisco Nogueira.

 

in: Green Savers